Projeto de comércio eletrônico

Projeto de comércio eletrônico precisa ser abrangente

Projeto de comércio eletrônico

Projeto de comércio eletrônico

Elaborar um bom projeto de comércio eletrônico é um dos primeiros passos para quem deseja montar uma loja virtual com chances de sucesso no atual momento do e-commerce brasileiro. A fase do improviso já vai longe e hoje em dia temos um mercado extremamente técnico e profissionalizado onde não há espaços para soluções amadorísticas ou improvisadas. Alguns empreendedores ainda acreditam que basta montar uma loja virtual e cadastrar os produtos e pronto. Esse posicionamento, por não corresponder à realidade do mercado tem levado muita decepção a quem não se estruturou logo na etapa do planejamento.

Como no mundo físico, o projeto de comércio eletrônico funciona como roteiro para a implementação de uma operação de e-commerce. Além de orientar as diversas etapas da empreitada, esse estudo ajuda a ter uma visão realista do ambiente em que a empresa irá trabalhar. Em nosso curso sobre lojas virtuais, dedicamos um módulo inteiro a essa etapa do projeto, justamente para dar ao empreendedor as ferramentas necessárias para atingir seu objetivo.

Elaboração de um projeto de comércio eletrônico

Em termos estratégicos, o projeto de comércio eletrônico é a peça  de planejamento que lista todas as ações necessárias para a implementação e gerenciamento de uma loja virtual e todas as outras atividades que a cercam, tais como marketing digital, logística, atendimento  e outras. O que diferencia o projeto de comércio eletrônico de um plano de negócios para comércio eletrônico é que o projeto é mais informal.

No projeto são analisadas questões como a escolha da plataforma de e-commerce, escolha das formas de pagamento a serem implementadas na loja virtual, capacitação de pessoal e planejamento de marketing digital. Basicamente é um levantamento das necessidades e recursos que se farão necessários para a empreitada.

Com um projeto de e-commerce bem detalhado temos não somente um norte para orientar o projeto como também a possibilidade de minimizar custos ao mesmo tempo que maximizamos o retorno dos recursos empregados através de uma ações integradas e complementares que possibilitem a criação de uma sinergia entre elas.

Prospecção de mercado

Em primeiro lugar é necessário fazer a famosa análise da concorrência e verificar se o projeto que você pretende elaborar já não existe ou então se o seu projeto de comércio eletrônico realmente teria espaço no mercado já estabelecido. Não queremos dizer com isso que o mercado encontra-se saturado, mas é importante que você apresente seu negócio com uma proposta inovadora, para não cair no lugar comum das milhares de lojas virtuais já em operação no Brasil. É a proposta que fizemos em um artigo anterior, sobre a criação de uma estratégia do oceano azul para e-commerce, um diferencial para a loja.

Outro aspecto a ser analisado em seu projeto de e-commerce é a formatação do negócio e público que ele pretende alcançar. Seria um modelo voltado para empresas, conhecido como B2B ou uma loja virtual voltada para o consumidor final, no formato B2C. Esse questionamento se faz necessário, já que são estratégias bem distintas.

Definidas as linhas mestre do projeto e identificados seus futuros concorrentes, outra boa providência é a elaboração de uma análise SWOT identificando seus pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças as quais sua futura loja virtual estará exposta.

Soluções tecnológicas para o projeto

A segunda etapa é crítica, pois trata-se da escolha da plataforma de e-commerce a ser adotada.  Seja qual for o modelo, SAAS, Open Source ou Exclusiva, ela deve atender não somente às demandas iniciais da loja como também possuir escalabilidade para suprir as necessidades futuras em função do crescimento do negócio.

Atualmente no Brasil, temos diversas opções de plataformas de comércio eletrônico, com diversas propostas e recursos, o que torna essa escolha cada vez mais difícil e técnica. Por isso mesmo criamos uma planilha, que é distribuída em nosso curso de e-commerce, para orientar os empreendedores digitais nessa escolha. São tantos os fatores a serem levados em consideração, que se não sistematizar, não há como chegar a uma avaliação correta.

O importante é conseguir uma plataforma que seja tecnologicamente adequada ao seu momento de negócio e que ao mesmo tempo pode continuar sendo sua parceira, à medida que o negócio evolui.

Capacitação de pessoal

Como no mundo físico, a abertura de uma nova frente de negócios exige capacitação de pessoal, e no e-commerce não é diferente. Por isso mesmo, ao elaborar um projeto de comércio eletrônico, a questão da capacitação de colaboradores que estarão envolvidos no processo precisa ser levada em consideração. definitivamente, não há mais espaço para soluções amadorísticas no atual momento do e-commerce no Brasil. Ou você tem gente séria e capacitada na condução dos negócios, ou então será mais um caso de loja virtual que não deu certo, como tantas que vemos por ai.

Um gerente de e-commerce não está necessariamente fora dos quadros da empresa, muito pelo contrário, geralmente, o melhor gestor de um e-commerce é um colaborador que é capacitado através de treinamentos para o desempenhos desta função. Estar alinhado com a cultura da empresa ajuda bastante no processo de inserção da empresa no varejo eletrônico. Técnicas e ferramentas como marketing digital, otimização de sites, links patrocinados e web analytics são itens que devem fazer parte desse treinamento para que os gestor e seus colaboradores possam ter uma visão ampla de todos os processos que envolvem a criação de uma loja virtual de sucesso.

Planejamento do Marketing

O maior diferencial de uma loja virtual atualmente está justamente no marketing digital e por isso, um projeto de comércio eletrônico deve ter essa etapa muito bem planejada.Um dos segredos do marketing digital moderno está justamente na criação de uma sinergia entre as diversas ações e para isso é necessário um planejamento meticuloso das diversas ações.

No caso do marketing de busca, mais precisamente, o SEO – Search Engine Optimization, devemos ter a estratégia detalhada já na etapa de estruturação da loja, já que elementos importantes para o processo de otimização de uma loja virtual, como estrutura de departamentos e seções devem obedecer a estratégia para otimização de sites para mecanismos de busca.

Embora o SEO seja a ferramenta de marketing digital que apresenta um prazo de resposta mais longo, seus resultados são muito bons, pois criam um fluxo constante de acessos e apresenta as taxas de conversão mais elevadas do e-commerce.

Seria muita pretensão de nossa parte querer cobrir todos os aspectos de um projeto de e-commerce em apenas um artigo. O que queremos chamar atenção, principalmente para o novos empreendedores, é que a loja virtual em si, a plataforma, é apenas um dos componentes de um projeto de comércio eletrônico, e deve ser complementado por outras ações de igual importância.

Otimização de Landing Pages

Otimização de Landing Pages e sua importância no marketing digital

Otimização de Landing Pages e sua importância no marketing digital

Otimização de Landing Pages

O processo de otimização de landing pages no marketing de busca envolve muito mais que apenas o trabalho de SEO – Search Engine Optimization, envolve arquitetura da informação e design. A landing page ou página de entrada é a página por onde o internauta chega ao seu site e por isso precisa de cuidados especiais, conforme seu objetivo.  Dentro do processo de conversão de uma determinada campanha de marketing digital, a landing pages é o elo entre o anúncio e a conversão em si. É certo que o processo de otimização de sites para ferramentas de busca desempenha um papel fundamental no marketing de busca, mas a etapa de otimização das landing pages também tem relevância em seus projetos.

O processo de otimização de landing pages começa por criar um ambiente fácil e confiável onde o visitante se sinta a vontade para prosseguir a navegação e cumprir a meta determinada por você.

Avaliando o processo de otimização de landing pages

O objetivo do processo de otimização de landing pages é conseguir a melhor taxa de conversão possível. Através do Google Analytics podemos ter esse número com uma boa margem de precisão.  Uma vez estabelecido esse número, a próxima etapa dentro do processo de otimização de landing pages é se certificar que as necessidades básicas de quem fez a busca sejam satisfeitas.

Transmita Segurança Para o Usuário

Credibilidade e segurança é o primeiro passo para o atingimento de uma meta em marketing de busca. No processo de otimização de landing pages é necessário apresentar uma página de destino profissional e impecável. Nenhum usuário irá em frente se não estiver totalmente seguro em relação ao produto ou serviço que você oferece, principalmente se ele estiver vindo do Google AdWords, por exemplo. Isso você consegue com uma página bem estruturada e com design profissional.

As Coisas Primeiras em Primeiro Lugar

O usuário ao acessar a sua landing page precisa ter sua necessidade de informação satisfeita logo no primeiro contato. Por isso, ao otimizar sua landing page, certifique-se que as principais informações previamente informadas em anúncios, estejam antes da primeira dobra da página. Não obrigue ao usuário a paginação, caso contrário você poderá perder uma boa parte das conversões pela famosa “preguiça de navegação”.

Navegação Eficiente na Landing Page

Faça com que o usuário atinja o seu objetivo com o menor número possível de cliques. Uma landing page otimizada oferece todas as informações possíveis para o atingimento da meta, de forma bem clara e rápida. Reduza ao máximo a necessidade de navegação. Seja qual for a origem, links patrocinados ou busca orgânica, o usuário tem pressa de chegar à informação.

Conteúdo Bem Estruturado

Na otimização de uma landing page uma das tarefas mais importantes é apresentar o conteúdo de maneira lógica e dentro de uma progressão de ações. Isso além de facilitar a navegação nas landing pages, supre de informações quem as visita. A qualidade do conteúdo é importante em todas as campanhas de Search Engine Marketing – SEM.

Não Polua a Landing Page

Uma landing page clean geralmente surte muito mais efeito do que uma página de destino cheia de elementos desnecessários. Concentre os elementos e peças que realmente agreguem conteúdo a landing page no sentido de complementar a informação. Diante do excesso de informação, o usuário muitas vezes simplesmente abandona o site e procura o que precisa em outro lugar.

Seja Previsível

No caso da otimização de landing page ser previsível é um ponto a favor. A maioria dos usuários está acostumada com ações em um determinado momento da navegação.  Coloque botões e Call to Action onde o usuário está acostumado a encontrar. Utilize processos de otimização como o Google Site Optimizer  e teste várias opções de página para descobrir qual delas oferece o maior potencial de conversão.

Em nosso curso de marketing digital sempre fazemos questão ressaltar a importância do processo de otimização de landing pages, pois muitas vezes o CTR do anúncio ou da página é baixo, e a culpa recai, única e exclusivamente sobre a estrutura do anúncio. Por vezes, o problema está na verdade na landing page.

Publicado originalmente no site pessoal de Alberto Valle

O que é CTR – Click Through Rate

O que é CTR  – Click Through Rate

O que é CTR  – Click Through Rate

O que é CTR – Click Through Rate

Você sabe o que é CTR – Click Through Rate, e como funciona essa métrica? Essa é uma das métricas mais usadas no marketing digital, pois avalia a eficiência de uma determinada peça publicitária na Internet. O CTR é a razão entre a quantidade de vezes que um anúncio (banner, link patrocinado ou outro links qualquer) e a quantidade de vezes que ele é exibido.

Analisado exclusivamente sob esse prisma, o CTR expressa a qualidade do anúncio, pois um anúncio ou link bem estruturado ou posicionado tende a ter um número de clicks maior.

Agora o que você já sabe o que é CTR, vamos ver como interpretá-lo. A análise do CTR deve ser contextualizada em função do tipo de campanha que estamos veiculando. No caso de campanhas que visam a conversão, ela é uma das melhores métricas para análise de desempenho do anúncio, mas em campanhas que visam simplesmente o conhecimento de marca – Branding, sua significância fica reduzida já que existem outras métricas mais apropriadas para este caso.

A questão não é apenas saber o que é CTR, mas como ele funciona

O CTR é apenas uma métrica, e não pode ser analisado isoladamente, pois na verdade, não consegue explicar o resultado de uma campanha. Um clique em um anúncio significa apenas uma intenção de conhecimento, mas não necessariamente uma conversão. Por isso, não se pode explicar o resultado de uma campanha, levando-se em consideração apenas o CTR. Resultado de campanha se explica com KPIs e não com métricas isoladas.

Um dos conceitos básicos da web análise que fazemos questão de ressaltar em nosso curso de marketing digital é o de que toda métrica precisa ser confirmada por outra métrica da mesma categoria e expressão. No caso do Click Through Rate em campanhas de marketing digital, essa confirmação se dá através da conversão determinada como objetivo de campanha.

Obviamente, o CTR é um dos indicadores mais importantes de uma campanha de marketing online, pois expressa o potencial de comunicação de uma determinada peça publicitária no ambiente em que ela foi veiculada. O CTR na verdade é um indicador de comunicação, da capacidade que o anúncio tem de chamar a atenção e estimular o público a conhecer mais detalhes sobre a mensagem. No modelo do Funil de AIDA, consideramos o indicador principal da etapa de captação de Atenção dos usuários.

CTR é exclusivo do canal

Outra questão importante sobre a avaliação do CTR é o ambiente onde ele ocorre. Cada canal de marketing online tem um CTR próprio em função da situação e momento em que o elemento de linkagem é apresentado, seja ele um banner, um link patrocinado ou menção em um blog, por exemplo.

O CTR de uma campanha voltada para o marketing de busca, como links patrocinados e SEO, tende a ser alto, já que os usuários estão em um estagio final do processo decisório, onde buscam apenas os referenciais para satisfazer suas necessidades de informação ou aquisição. Já no caso do marketing de display, o Click Through Rate tende a ser bem melhor, já que nesse cenário, peças como banners e Facebook Ads, funcionam apenas como sugestões.

Um erro muito comum é a comparação de CTRs em canais diferentes ou então em ambientes e momentos diferentes do marketing online. Por uma questão de lógica de mercado, seus valores são muito discrepantes, já que são situações, que mesmo estando restritas ao ambiente online, podem ser bastante distintas.

CTR tem prazo de validade

Uma outra característica dessa métrica é apresentar resultados diferentes em função do momento de campanha. Quando se apresenta um banner, links patrocinado em rede de pesquisa ou Facebook Ads pela primeira vez, é comum termos uma verdadeira explosão do CTR. Isso se justifica pelo simples fato desse anuncio ser uma novidade no ambiente onde ele é veiculado.

Na medida em que o tempo vai passando, esse anúncio vai perdendo a expressão para os visitantes habituais daquele ambiente online e passam a “fazer parte da paisagem”, ou seja, já não despertam interesse, por já serem elementos previsíveis daquele ambiente. Saturam os usuários e por isso não recebem novos cliques.

Isso nos remete a outra necessidade da publicidade online que é a de constante renovação das chamadas, justamente para que não passem a fazer parte do ambiente previsível. Isso vale tanto para anunciantes quanto para editores, pois da mesma forma que as pessoas se acostumam a ver um determinado anuncio, também se acostumam a ver anúncios em um determinado lugar, o que pode enfraquecer a resposta dos anúncios exibidos em uma determinada área do site, por ser essa uma área já conhecida de publicidade.

O próprio Google tem se deparado com esse problema nos últimos anos em relação à veiculação de AdWords na lateral das páginas de respostas. O CTR nesses anúncios tem caído muito em função de ser esta área, um campo conhecido de propaganda paga, e geralmente, de baixa qualidade, até mesmo em função do baixo Índice de Qualidade do próprio AdWords.

O que afeta o CTR de uma peça publicitária

Basicamente sua capacidade de provocação. Um anúncio, para ser clicado, precisa ser instigante e provocativo. Precisa despertar a necessidade de consumir o conteúdo sugerido imediatamente. Como dito em um velho provérbio chinês, a curiosidade matou um gato.

Em um ambiente em que a disputa pela atenção do internauta é cada vez maior, nada melhor do que provocar a curiosidade do visitante para conduzi-lo à nossa Landing Page, cumprindo assim a função do CTR em si, abrir caminho para um espaço onde podemos expor em detalhes nossa proposta de valor.

O uso de perguntas em peças publicitárias como anúncio no Facebook e banners, costuma render altos índices de CTR. É uma característica própria de publicidade em marketing de display. Afirmações controversas e provocantes, também tendem a ter esse tipo de resposta positiva.

No marketing de busca, a apresentação da resposta para a pesquisa feita, logo no início da peça publicitária, costuma apresentar bons índices de retorno. No momento da busca, as pessoas querem soluções, e por isso, elas devem ser apresentadas logo no primeiro contato.

O CTR não é o único responsável

Outro erro comum é atribuir ao CTR a responsabilidade sobre o sucesso ou fracasso de uma campanha. O CTR é apenas um dos elementos da campanha, e não a campanha em si. O CTR pode explicar a capacidade do anúncio em levar o usuário a Landing Page, mas a capacidade dessa página de destino em converter uma visita em conversão, é atribuição dela.

Agora que você já sabe o que é CTR – Click Through Rate e como ele funciona não faz mais sentido endeusar ou crucifique essa métrica, afinal, agora você já sabe que ela é apenas um dos elos da corrente de conversão.

Publicado originalmente do Blog do Curso de E-commerce